28 de fev de 2016

Você tem uma vida sexual normal? Descubra!


Toda pessoa em idade adulta, em algum momento da vida, já deve ter se perguntado se tem uma vida sexual normal; se está dentro dos padrões do que se considera normalidade. Esta é uma preocupação comum entre as pessoas. 
Recentemente, um leitor da coluna enviou um e-mail dizendo que se relacionava sexualmente com sua mulher três, quatro vezes ao dia, ou o quanto ela suportasse e, mesmo assim, não se sentia satisfeito, sempre queria mais e isso o deixava frustrado e insatisfeito. 

Mas, afinal, o que é normalidade em se tratando de atividade sexual? Bom, na medicina o termo normal é sempre tratado de forma quantitativa. Por exemplo: uma gravidez de gêmeos ou trigêmeos não é normal, porém não é doença. Esse tipo de gravidez foge do padrão quantitativo de normalidade, mas não há nada de errado com isso. É saudável. 

Outro exemplo. A psiquiatra Carmita Abdo coordenou uma pesquisa patrocinada por um laboratório americano sobre a sexualidade brasileira para o Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Foram entrevistados três mil homens e mulheres com idade entre 17 e 70 anos, de todas classes sociais. 

Descobriu-se que a média de relações do brasileiro é de três vezes por semana. Ou seja, um homem brasileiro com 60 anos, que tenha relações sexuais todos os dias, pode ser considerado não normal levando-se em conta os padrões estatísticos sobre a sexualidade. Porém ele não necessariamente será uma pessoa doente. Nem sempre o que não é normal não é saudável. 

Se a pessoa faz sexo uma vez por semana ou uma vez por mês e se sente bem e satisfeita, não há qualquer problema. O critério é sempre íntimo e relativo. Podemos dizer que o que não é normal é o que causa transtorno, traz frustração e sofrimento patológico. 

Além do critério estatístico, é importante ter um componente mórbido, que traz sofrimento e dor, seja física ou emocional. A qualidade e a frequência da atividade sexual são consideradas sadias quando satisfazem quem dela participa. 

Se não está havendo satisfação, aí sim, é o momento de ficar preocupado, de fazer questionamentos e buscar uma solução com acompanhamento especializado. 

Márcio Dantas de Menezes é médico e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Sexual


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